terça-feira, setembro 05, 2006

Apenas por Hábito


Chicotiava palavras secas com a enfâse de quem acreditava nas suas utopias.
Passavam olhares de desdém naquele vulto que aniquilava mentiras...
É difícil encarar verdades.
Procurava incessantemente um olhar brilhante, verdadeiro, que o olhasse dignamente e acreditasse...
Aquelas mãos gastas pelo tempo e pelas vontades contrárias das pessoas que por ele passavam, continuavam a bater violentamente no ar (já que, é impossível alcançar e fazer tremer as pressupostas almas daqueles seres vadios sem norte), e acompanhavam aquelas palavras, que até para ele, perdiam a pouco e pouco o significado.
Gritava por hábito.
Continuava por hábito.
Apenas hábito.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Sala

Naquela sala escura, negra, a luz vinha dos corpos.
Do interior dos corpos, como raios daquele sol desaparecido...
Naquela sala pequena, minúscula demais para os seres que nela habitavam, a grandiosidade residia apenas no interior das palavras, já que, as palavras por si só, nada significam.
Naquela sala inexistente, persistente, a existência era limitada ao espaço, à luz...
A existência era limitada em cada corpo, em cada luz.
A existência era de cada um, sendo que cada um existia por si mesmo.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Desenho Perfeito

Tu és o desenho perfeito, que um dia gostaria de fazer. De conseguir fazer.
Persegues a minha mente desde tempos inememoráveis.
Mas nunca te consegui fazer, desenho perfeito.
Talvez no fim. Ou talvez tu sejas o meu fim. Ou o meu recomeço.
Mas agora sou incapaz.
És exigente, desenho perfeito. Demasiado exigente?
As tentativas são desperdícios.
És demasiado especial. Não chegou a tua hora de nasceres. De apareceres.
Continuo à espera de ti.
Porque tu és o desenho perfeito, que um dia irei fazer.

segunda-feira, agosto 14, 2006


Tocava no horizonte com um dos seus dedos esguios,
tentando que o dia permanecesse,
que o amanhã não chegasse,
que a luz continuasse a preencher aquela sua alma.
Olhava o céu procurando um caminho de nuvens,
que os levassem,
a ela e a ele,
para um qualquer lugar onde a distância não exista.
A distância não existe...apenas existe quando se quer.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Caminho Branco



As formas desapareciam constantemente do seu interior,
naquele branco ténue, mas ao mesmo tempo assustador.
Caminhava por passos do passado, já repisados
e por outrém ultapassados.
Nada havia de novo, nada parecia original.
Já nada se criava...
apenas se repetiam soluções.
Caíra-se no banal.
Mas o caminho dos mortos continuava...

sexta-feira, agosto 04, 2006

Lua


Dizem que a Lua é falsa devido à luz que nos imprime nos olhos, por ser apenas um espelho reflectindo a luz do Sol. Então, todos nós somos falsos. Todos reflectimos as nossas vivências, mas estas tiveram a influência de imensas pessoas, que fomos sugando aos poucos em silêncio. Aquele que absorve todas as palavras, as que algo significam e as que caem ao chão encontáveis vezes, sem um qualquer espírito. Todos nós somos multi-reflexos. Todos nós nos construímos a partir de luzes de alguém ou de algo. Resta-nos a escolha. Resta-nos os efeitos dessa escolha.
Dizem que a Lua é inconstante devido às diferentes formas que toma.As diferentes formas são partes integrantes de um ciclo. Todos nós somos inconstantes. Quando nascemos somos um quarto crescente no seu aureo começo, passando, talvez, para a fase de lua cheia, decrescendo até desaparecermos e iniciarmos outro ciclo...
A Lua, essa que ilumina a escuridão da noite, é simplesmente a Lua.
Eu, vejo o meu reflexo nela.

segunda-feira, julho 17, 2006

Rastejava entre as sombras que haviam crescido à sua volta, na sua mente e entre os seus gritos momentâneos, estridentes, sós.
Segredava algo para si mesmo na esperança de ter um segredo, de não estar exposto a doenças de palavras vermelhas.
Sentia as suas formas dispersarem-se em voos descompensados, que rodavam ao longo das suas incertezas e alucinações, das suas limitações.
Estava partido e pisava o limite do calor da procura.
Uma esfera transparente estava pousada nos seus olhos tom de mel, que pareciam morrer olhando para cima em busca de uma metáfora inexistente.
O vento transportava um odor a lavanda hipnotizante, que se infiltrava nas suas peles, no seu olhar...
A esfera brilhante transformara-se em espiral violeta, que, lentamente,ia tingindo aqueles olhos que agora sobrevivem.

quarta-feira, julho 12, 2006

Duas pessoas,um só reflexo

Um espelho estilhaça-se e o reflexo é projectado em fragmentos.
Um é enviado para um suposto paraíso. O outro é enviado para o suposto inferno.
A unicidade do reflexo, do seu amor, tem a força de colocar a desordem no universo e nas suas leis. Inventando um local só deles... talvez uma bola de sabão flutuando no infinito, e fugindo dos seus destinos, reencontram-se e ficam.
Ficarão para sempre.

domingo, julho 02, 2006

Parabéns a vocês

Sem vocês não era nada...sem vocês era apenas um espectro de mim própria:
Padrão, amo-te tanto...
Xica, amiga de longa data, podemos não estar juntas fisicamente, mas estamos guardadas no interior de cada uma.
As minhas irmãs:
- Xana, irmã flor, irmã lua, ficaremos sempre juntas.
- Nyx, mana gémea, sempre teremos aqueles momentos só nossos.
- Xandy, mana adoptiva, manucha do padrão, obrigado pelas conversas espirito-reais.
Li, a minha "filha",consegues fazer-me sempre sorrir e essa é a forma com que demonstras a pessoa especial que és.
Branquinho, mano mais velho, o meu protector contra homenzinhos maus :p
André, o meu verdadeiro mano mais velho, que me consegue dizer sempre quando estou a errar.
Nádia, por seres uma pessoa normal mas louca.
Andreia e Rui, os verdadeiros amigos permanecem e nunca se esquecem.
Clara, real prima, por me ensinares pequenas grandes coisas, que me ajudam a ver de maneira diferente.
Sara, a minha princesa, que apesar de estares tão longe, nunca te perdi.
Cocas e Gabi, os meus papás que nunca me deixam sozinha.
Grilo ou Filipe (depende...), por seres o amigo louco e o louco amigo.
A todos vocês...parabéns por serem tão especiais.

sexta-feira, junho 23, 2006

Doentio


A poesia estava lá dentro...presa numa certa fita transparente, de onde a visão, de olhar fechado, conseguia captar aqueles momentos únicos de subjectividade, de pressão do interior de vários reflexos em espelhos explodidos. A multiplicidade de simbolos era inevitável e o abandono da realidade visivel era contrastante com certas sensações e sentimentos presos a algo superior à subjectividade...
E aquela fita transparente continuava a enrolar-se ainda mais, sufocando os meus gestos outrora fluídos como um ribeiro de água que passa e continua a passar. Tomaria a minha mente de branco...demasiadamente branco. Doentio.
As tentativas deixaram de existir...e a poesia deixou de fluir.
E as folhas continuam brancas...demasiadamente brancas, demasiadamente estácticas, demasiadamente...Doentio.
Medo do vazio?
Doentio.

domingo, junho 18, 2006

Vazio


Que vazio distorcidamente irritante é este, que se apoderou de mim, da minha mente, da minha alma? Que tornou a minha imaginação um ermo limitado...que saturou a minha mão com falhas e devaneios...que se apoderou do que sonhava já ter, mas não tenho. Agora ficaram ainda mais longínquas.
Que lição me queres dar Vazio? Porque me queres enlouquecer de novo? Porque é que fazes com que me sinta nua? Porquê?
Estou parada...porque é que não me deixas usar os meus membros para sair deste odioso local? Estou cansada...as metamorfoses, as elevações, as evoluções não existem, ou não correspondem aos meus desejos.
Desaparece...dava-te algo em troca para que o fizesses, mas nada tenho. Mas peço-te...desaparece. E que em teu lugar nasça algo que não me faça espalhar lágrimas de rancor por mim própria.
Deixa-me gostar de mim...ou pelo menos deixa-me expressar quem sou.

sábado, maio 13, 2006

Soulmates never die


As luzes das estrelas e do luar reflectiam-se naqueles olhos, que ousaram e pareciam querer chorar, devido à confusão de números que surgiam sem nexo aparente e que a envolviam em contrários sentimentos. Temia tornar-se egoísta. Temia sufocar de novo. Temia fazer uma escolha errada.
A respiração era dificultada por metáforas que não chegavam...ansiava ir para casa, ansiando conseguir fechar os olhos por momentos. Desejava ser superficial, ser normal. Mas não o era, era, sim, um ser especial. Guardou as sensações, nunca as esquecendo, ao contrário da tal normalidade desejada. Mas acreditava que teria mentido a si mesma e aos que a rodeavam.
A fluidez tinha desaparecido e em seu lugar transformara o seu corpo em pedra e os poucos movimentos e expressões eram inconscientemente aleatórios. Era irreal, era perfeito/imperfeito de mais. Eram melodias de mais, eram poemas...eram ligações.
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Para ti mana gémea...
Talvez me preocupe de mais, talvez não queiras que me preocupe... Mas estou aqui.

domingo, maio 07, 2006

Quase Nada

O amor
é ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se das palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.

Eugénio de Andrade

domingo, abril 23, 2006


Subtilmente, o luar foi surgindo e iluminando aquela noite enigmática e escura, que até aí era apenas pano escuro cobrindo aquele mundo confuso.
As árvores corporeas e humanizadas pelo olhar humano (pois os humanos sofrem daquela mania de querer ver algo humano em tudo...), lançavam os seus ramos por entre caminhos de ninguém, onde a passagem era de difícil percepção e os quais nunca foram pisados, pois nunca ninguém ousou sequer dar um passo, um simples passo.
A luz calma caminhava no interior daquele esférico e labirintico mundo, descobrindo sentimentos nunca antes descobertos, partindo medos existentes desde tempos incertos (os quais a memória recussava-se a desvendar) e acalmando a persistência da loucura, que não se escondia.
Marcava os caminhos de luz...pois o luar encontrou a noite com um simples olhar.

segunda-feira, abril 17, 2006

Für mein mondschein


Ela dizia adeus ficando. Ele olhava-a por dentro. Abraçados, o tempo injusto nunca dava tempo e o espaço habitado desvanecia-se, sobrando apenas os sentimentos, que elevavam-se e flutuavam, criando uma melodia silenciosa por movimentos, envolvendo-os em palavras puras.
Ela dizia adeus ficando. Ele via-a por dentro...Abraçados, tocavam no interior de cada um e permaneciam e pertenciam e davam.
E aquele adeus demorava...e os dois iam ficando. As mãos enterlaçavam-se...pressagiando que nunca se iriam desenlaçar...
Disseram adeus ficando.
As mãos desenlaçadas ficaram com a sensação, com o toque. O olhar ficou com a imagem. E o corpo permaneceu abraçado.
Os corpos afastaram-se com passos lentamente flutuantes, mas a melodia silenciosa continuava a envolve-los.

sexta-feira, abril 14, 2006

Será por isso o vazio?


"O objectivo profundo do artista é dar mais do que aquilo que tem."
Paul Valéry
Será por isso a insatisfação permanente, incomodativa, libertadora de raiva e de choro, quase asfixiante, quase de queda do sonho para o solo? Será por isso a angústia e ansiedade dentro do peito quando os olhos não vêem o que a alma desejara ver? Será por isso que primeiramente e momentaneamente se sinta amor e posteriormente todo aquele amor transforma-se num ódio pessoal controlável indesejavelmente/desejavelmente cristalino? Será por isso a insegurança? Será por isso a luta e a busca incessante por algo mais? Pela perfeição? (aquela utopia...a utopia das utopias). Será por isso a procura nos outros de algo mais para completar a alma, a ideia, a pessoa...sugando-os? Não sei.

domingo, abril 09, 2006



Já nada havia a dizer, a proferir, a tentar. Hoje o silêncio prolonga-se, invade e hipnotiza a minha mente. Não me deixa ver...mas sinto. Não faz sentido, nada disto faz sentido. Mas continua a subir e a deixar para trás restos de mim...quero fugir deste silêncio, antes que me faça desaparecer, me transforme em espuma.
Devolvo os sentidos às suas origens e procuro luz no interior de um corpo letárgico, para que o ocupe posteriormente... Mas as paredes começam a cair e não me lembro de entrar aqui. Estranha sensação de ver cair, de sentir cair e não ouvir a queda.
Aquele silêncio parece saber queimar a alma tumultosa e arrastar o frio dos meus olhos...Tira-me o silêncio e o frio e o fraco! Estou cansada de ver escorrer o silêncio nestas paredes de ruína e neste templo de tempo perdido, que não quer desistir de existir.
E eu danço enquanto desapareço...na melodia mordaz deste doloroso silêncio, neste espaço sem espaço, neste templo de ninguém, nesta morte de aparências, neste local de restos de todos mas de ninguém.

quarta-feira, abril 05, 2006

Era apenas um pano

O cansaço acumulava-se num local inesperado. Não era o corpo, nem sequer a mente. Os filamentos daquele pano caiam...iam rompendo à medida que o tempo passava. Talvez estivesse também cansado de estar colocado num local tão alto. Qual seria a razão de o terem colocado tão alto?
Os espaços pareciam estranhamente distantes...tal como aquele pano. Os espaços imanavam um terror estranho...tal como aquele pano.
Ia-se tornando farrapo...mas continuava distante, continuava naquele local alto onde o colocaram, sem saber porquê.
Era apenas um pano violeta, acinzentado pelo tempo.

domingo, abril 02, 2006


Tudo tremia. E ela olhava, de olhos quase fechados, para os arrastamentos de manchas encobertas por pontos de luzes fragmentadas por linhas. Estava tão cansada. Não lhe doía o corpo, ao contrário do habitual. Doía-lhe, sim, a mente, pesava-lhe a cabeça e por consequência os olhos fechavam-se naturalmente e o equilibrio ia esvanecendo-se em si mesmo.
O abraço reconfortante e calmante, que aquele peito lhe oferecia, funcionava como um repouso momentâneo. Os olhos deixavam-se fechar por instantes e a mente deixava-se invadir por um vazio silencioso, que a embalava naquele ombro.
A mão escrevia...a mente nada fazia. Apenas os olhos seguiam o movimento acelarado daquela mão irrequieta. Já cansada, deixava-se levar. Ela apenas se deixava levar

sábado, março 25, 2006


Faltava algo...nada lhe surgia, nada lhe sugeria algo.
Tudo era vazio.
Letargia e vazio.
Aquela inexistente força, encomodava a mente
e cuspia lágrimas de tinta, sem criatividade e sem técnica alguma.
Era feio. Aquilo era tão feio.
A tentativa era feia e o medo de tentar era ainda mais.
Já não acreditava em palavras usuais...banais.
Não tinham valor.
Chorava, atrofiava.
Ter-se-ia, talvez, fechado de novo.
Precisava de ser cega por momentos...
precisava de não ter asas...
de não ter acreditado.
Talvez fosse mais fácil.
O tecto era apenas aquele...
E as desculpas teriam de acabar.

segunda-feira, março 20, 2006


A visão foi para além do crepúsculo
como descansar em torno de mim
A luminosidade dispersou-se em lágrimas
e com uma rede envolvi-me nelas.
Talvez a cegueira não seja completa
Talvez as lágrimas lavem a tinta
Talvez as expressões sejam reais
e os regúgios esféricos cristais.
Cinzas acesas e espalhadas de fragmentos
de pensamentos ou momentos inconstantes
interligadas por cortes deliberadamente cortados
de olhares próximos cristalizados.
Inopurtunamente interrompidos os actos
como ligações incompreendidas
Tentações assimiladas e afirmadas
por frases sentidas profundamente.
Enterlaçadas as mãos dialogam
em conversas mudas e secretas
sobre sensações e sentimentos
outrora escondidos e persistentes.

domingo, março 12, 2006


As falas estão tão altas, que os meus ouvidos solitários arrastam os ecos permanentemente. Tirem-me as mãos dos meus olhos, dos meus ouvidos, do meu corpo. Estou em metamorfose e é horrivel sentirem estas transformações. Sou mais um fraco corpo a derreter à chuva sem reparar...
Vejo a melodia de sangue que resta de um qualquer tempo não pensado. E o meu corpo oco cheio de dor, desespera por te sentir mais perto, talvez num local onde se contam segredos.
Ignoro as projecções de beatas espalhadas no chão, quase pecado.
Abraçamo-nos. Fugimos e voltamos.
Este escuro de gotículas de humidade, interrompido por sons incessantemente penetrantes, leva-me a esquecer o espaço. Restam as marcas e as lembranças do que vi, não tenho noção do que penso e do que perco por não o saber.
Aprecio a repetição da queda. Da minha queda. Dos pedaços de mim que caem no chão.
Já não reconheço o reflexo que está no espelho.
Pego num copo vazio e aprecio a sua queda.

quinta-feira, março 09, 2006


As cortinas queimavam a pele, com inevitaveis cortes...não tocando nunca em mim.
Desfaziam-se as verdades e as existências de corpos em fumo.
Faziam arder os meus olhos, aqueles pedaços irrespiráveis de espaços de ninguém.
Escorria no vidro das inexistentes janelas, um choro inacabado e imprecisso, que se prolongava...
Aquela situação sem cor, que vinha de dentro do meu interior, tornava meus passos trémulos.
Pesava a minha cabeça... os labirintos prolongavam-se e alastravam-se à minha volta.
Afinal o tempo não existe... e o fim não quer saber da dor que causa.
Talvez as portas parem de ranger e deixem de espalhar as folhas no chão.
Amachucadas, rasgadas e cansadas de serem riscadas...
Restos de mim, que puxam a visão para uma estrada sem uma qualquer linha de horizonte.

terça-feira, março 07, 2006


O pêndulo não pára... Pára. Pára por favor...
Dá-me tempo para viver e ver todos os momentos,
até ao mais escondido pormenor.
Dá-me tempo pêndulo...
Para eu viver aqui e noutro qualquer lugar.
Dá-me tempo...
Para eu viver aquela escura fantasia.
Mas o pêndulo não pára...
cansado pelo tempo.
Invenção...espaços vazios.
Pára pêndulo! Pára!!!
Dá-me tempo para me esquecer...
Dá-me tempo para desaparecer...
Dá-me tempo para me despedir...

segunda-feira, março 06, 2006


Quando os sonhos possiveis se tornam dificeis ou até impossiveis de alcançar...
O acto de pintar oferece-me ansiedade, constrangimento, proteção e uma estranha e prisioneira liberdade, que eu amo...odeio.
Eu queimo-me, mas voo com asas de fogo...
Deixem-me voar.

Deixem-me sonhar e acreditar no que sonho
em flamejantes chamas dispersas
que me elevam em crenças improváveis
mas que me seguram neste mundo destinado a ruir.

domingo, março 05, 2006


Alguns momentos sao incoerentes, sao pedaços, restos, fragmentos de atitudes irreflectidas.
Tudo cai no chao...
O que é que ficou? Nada...
O que é que isso interessa? Nada...
Apenas a repetição pode não ser repetida...
E a confusão alastra-se em arrastamentos retorcidos.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Pensamentos Zen


O fogo não espera pelo sol para ser quente.
O vento naõ espera pela lua para ser frio.

As flores partem quando nos doi vê-las partir.
A erva daninha cresce quando nos doi vê-la crescer.