segunda-feira, abril 17, 2006

Für mein mondschein


Ela dizia adeus ficando. Ele olhava-a por dentro. Abraçados, o tempo injusto nunca dava tempo e o espaço habitado desvanecia-se, sobrando apenas os sentimentos, que elevavam-se e flutuavam, criando uma melodia silenciosa por movimentos, envolvendo-os em palavras puras.
Ela dizia adeus ficando. Ele via-a por dentro...Abraçados, tocavam no interior de cada um e permaneciam e pertenciam e davam.
E aquele adeus demorava...e os dois iam ficando. As mãos enterlaçavam-se...pressagiando que nunca se iriam desenlaçar...
Disseram adeus ficando.
As mãos desenlaçadas ficaram com a sensação, com o toque. O olhar ficou com a imagem. E o corpo permaneceu abraçado.
Os corpos afastaram-se com passos lentamente flutuantes, mas a melodia silenciosa continuava a envolve-los.

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