
Subtilmente, o luar foi surgindo e iluminando aquela noite enigmática e escura, que até aí era apenas pano escuro cobrindo aquele mundo confuso.
As árvores corporeas e humanizadas pelo olhar humano (pois os humanos sofrem daquela mania de querer ver algo humano em tudo...), lançavam os seus ramos por entre caminhos de ninguém, onde a passagem era de difícil percepção e os quais nunca foram pisados, pois nunca ninguém ousou sequer dar um passo, um simples passo.
A luz calma caminhava no interior daquele esférico e labirintico mundo, descobrindo sentimentos nunca antes descobertos, partindo medos existentes desde tempos incertos (os quais a memória recussava-se a desvendar) e acalmando a persistência da loucura, que não se escondia.
Marcava os caminhos de luz...pois o luar encontrou a noite com um simples olhar.

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