
Tudo tremia. E ela olhava, de olhos quase fechados, para os arrastamentos de manchas encobertas por pontos de luzes fragmentadas por linhas. Estava tão cansada. Não lhe doía o corpo, ao contrário do habitual. Doía-lhe, sim, a mente, pesava-lhe a cabeça e por consequência os olhos fechavam-se naturalmente e o equilibrio ia esvanecendo-se em si mesmo.
O abraço reconfortante e calmante, que aquele peito lhe oferecia, funcionava como um repouso momentâneo. Os olhos deixavam-se fechar por instantes e a mente deixava-se invadir por um vazio silencioso, que a embalava naquele ombro.
A mão escrevia...a mente nada fazia. Apenas os olhos seguiam o movimento acelarado daquela mão irrequieta. Já cansada, deixava-se levar. Ela apenas se deixava levar

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