sábado, maio 13, 2006

Soulmates never die


As luzes das estrelas e do luar reflectiam-se naqueles olhos, que ousaram e pareciam querer chorar, devido à confusão de números que surgiam sem nexo aparente e que a envolviam em contrários sentimentos. Temia tornar-se egoísta. Temia sufocar de novo. Temia fazer uma escolha errada.
A respiração era dificultada por metáforas que não chegavam...ansiava ir para casa, ansiando conseguir fechar os olhos por momentos. Desejava ser superficial, ser normal. Mas não o era, era, sim, um ser especial. Guardou as sensações, nunca as esquecendo, ao contrário da tal normalidade desejada. Mas acreditava que teria mentido a si mesma e aos que a rodeavam.
A fluidez tinha desaparecido e em seu lugar transformara o seu corpo em pedra e os poucos movimentos e expressões eram inconscientemente aleatórios. Era irreal, era perfeito/imperfeito de mais. Eram melodias de mais, eram poemas...eram ligações.
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Para ti mana gémea...
Talvez me preocupe de mais, talvez não queiras que me preocupe... Mas estou aqui.

domingo, maio 07, 2006

Quase Nada

O amor
é ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se das palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.

Eugénio de Andrade