
A poesia estava lá dentro...presa numa certa fita transparente, de onde a visão, de olhar fechado, conseguia captar aqueles momentos únicos de subjectividade, de pressão do interior de vários reflexos em espelhos explodidos. A multiplicidade de simbolos era inevitável e o abandono da realidade visivel era contrastante com certas sensações e sentimentos presos a algo superior à subjectividade...
E aquela fita transparente continuava a enrolar-se ainda mais, sufocando os meus gestos outrora fluídos como um ribeiro de água que passa e continua a passar. Tomaria a minha mente de branco...demasiadamente branco. Doentio.
As tentativas deixaram de existir...e a poesia deixou de fluir.
E as folhas continuam brancas...demasiadamente brancas, demasiadamente estácticas, demasiadamente...Doentio.
Medo do vazio?
Doentio.

