terça-feira, setembro 05, 2006

Apenas por Hábito


Chicotiava palavras secas com a enfâse de quem acreditava nas suas utopias.
Passavam olhares de desdém naquele vulto que aniquilava mentiras...
É difícil encarar verdades.
Procurava incessantemente um olhar brilhante, verdadeiro, que o olhasse dignamente e acreditasse...
Aquelas mãos gastas pelo tempo e pelas vontades contrárias das pessoas que por ele passavam, continuavam a bater violentamente no ar (já que, é impossível alcançar e fazer tremer as pressupostas almas daqueles seres vadios sem norte), e acompanhavam aquelas palavras, que até para ele, perdiam a pouco e pouco o significado.
Gritava por hábito.
Continuava por hábito.
Apenas hábito.

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